Preparem a feijoada e não esqueçam da farofinha caprichada...
porque o FAROFANELES! está de volta...
Não sei porque fiquei tanto tempo sem escrever nada, parecia que eu estava congelada, atônita aos fatos, às pessoas...e devido a isso é que eu volto escrevendo em um estilo mais obscuro, um tanto sombrio...hahaha.
Dona Marta, a morte.
Era um dia como outro qualquer. E assim como seu nome poderia ser qualquer um, como João, Maria, ela se chamava Marta, a morta. Não se tratava de uma morte física, mas sim, da alma. Era uma mulher de poucos amigos, de poucos carinhos, um tanto arisca, talvez por ter sido marginalizada ao longo da vida, mas que mesmo assim continuava sendo uma pessoa de caráter, o que nos surpreende nos dias de hoje, por não ter se submetido ao sistema. Tinha medo da morte, mas mal sabia que seu medo já fazia parte da sua vida, ou melhor, era o reflexo da mesma. Seriam almas gêmeas? Ou quem sabe, primas? Não. Marta não era velha, mas também não era moça, tinha uns tiques nervosos, herdado do gênio intransigente de seu pai, era alta, comprida mesmo, um tanto desengonçada, mas que sempre cumpria suas rotinas numa maior perfeição. Tinha um irmão, bem mais novo, chamado Juninho, não me pergunte qual era seu verdadeiro nome, porque tenho certa apreensão com os nomes advindos do apelido "Juninho". Ele também não escapava das esquisitices, pois uma vez ouvi falar que se tratava de síndrome do pânico e que só saia às ruas de óculos escuros, não sei por que cargas d'água. Mas voltemos a Marta, que só mesmo vira o centro das atenções em uma folha de papel. Finalmente, para sair um pouco do marasmo em que sua vida se encontrava, havia arrumado uns alunos para ajudá-los em História, matéria em que tinha o maior gosto de estudar (e pelo visto de ensinar). Sua falha foi ter esquecido de escrever sua própria história, ao invés de ficar se preocupando com as já existentes. Ensinava de dia, e se precisava, também à noite, mesmo com as reclamações infernais da família que não gostava de perder Dona Marta de vista, mesmo que estivesse fazendo um milhão de anos. Consideravam- na muleta pra tudo, pras tarefas domesticas, pros antigos ( e bota antigo nisso) relacionamentos que teve. Nunca foi suficientemente valorizada e apreciada como merecia e ela já sem esperanças, fingia não ligar. Foi aí que sua vida foi migrando para outros lugares e tal homônima foi surgindo, discretamente, suntuosa, divina, como que um elixir de encanto, de singularidade. Sim, estou falando da Dona morte, a outra Marta. Ela, como quem não queria nada, foi minando no coração da nossa Marta, em seus sonhos, em suas perspectivas futuras, até que um dia resolveu aparecer para levá-la a um passeio de 5 minutos, não mais que isso, mas o suficiente para fazê-la mudar de opinião, de direção. E isso se deu em uma de suas aulas. Marta, já finalizando seu expediente, colocou tudo nos conformes como de costume para voltar pra casa. Foi quando começou a se sentir tonta, a ver as coisas embaçadas, meio desconexas. Seria o efeito de algum álcool? Não, pois bebida não era seu forte. Quem sabe algum tóxico? Só se fossem os seus pais envenenando sua vida. Entretanto, não se tratava disso. Marta sabia que não estava bem, suas pernas não se sustentavam mais, uma fraqueza inesperada surgia e ela não entendia o por quê . Quando deu de cara com um espelho em seu prédio, levou um mega-susto: por que estava pálida? Será que a cor de seus lábios sempre foram roxos e ela nunca tinha reparado? Não. Marta se sentia num frenesi total, mas não era algo bom, era como se estivesse saindo de seu corpo sem escolha, de maneira abrupta. Desespero? Sim, teve, mas não daqueles em que era conhecida por demonstrar, foi um desespero do desconhecido, seguido de paz. Era a morte lhe falando ao pé do ouvido, mostrando-a que não tinha motivos para temê-la, porque ter medo da morte é muito mais do que morrer, é simplesmente parar de viver. E foi justamente isso que a outra Marta quis lhe ensinar. Maquiavel, o renascentista, se tivesse diante de Marta provavelmente lhe falaria: " - Marta, é melhor temer, do que amar." Contudo, mediante o medo, enfraquecemos com a possibilidade de pensar nos possíveis erros alçados, enquanto quando amamos, engrandecemos a alma, recebemos uma injeção de vida, para ser acoplada à nossa. Por isso não tema, pois “quando não souber o que fazer ou o caminho a seguir, sorria... isso fará sua mente descansar, levando os raios de luz e orientação à alma”.
Mas pra quem tem pensamento forte, o impossível é só questão de opinião...
A subliminariedade está naqueles que só enxergam o óbvio. Para mim, os críticos são como os ourives: retiram o máximo de areia e captam o que há de mais valioso não só nos textos como no mundo.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
domingo, 28 de dezembro de 2008
Pra que inimigo se eu tenho...
Faculdade nas férias, amiga “furazóio”,um calcanhar ferido, família, escoliose nível moderado, transporte popular, convívio com pessoas bipolares e uma espinha-ponto turístico de atrair o olhar dispensável de qualquer um? Vai me dizer que não está recentido, cheio de inveja? Eu já sabia!Lista negra é coisa do passado, meu bem. Já o Natal é uma coisa tão graciosa, né não gente? Aquele velhinho fofinho com ar de sabedoria estampado em praticamente todas as vitrines dos shoppings, o vermelho cintilando nos efeites de decoração, a atitude daquele seu vizinho que você achava que fosse mudo e caolho resolvendo dirigir a palavra até vossa respeitosa senhoria desejando boas festas e você numa reação quase incontrolável demonstra aquela cara de espanto, mas com satisfação. Eta mês receptivo esse...só mesmo sob uma áurea divina para termos tantas graças como essas. É como se atirássemos a poeira da hipocrisia pra debaixo do tapete e brindássemos com espumante não-alcóolico, ou então fizéssemos o registro de um casamento num papel de pão da padaria do Quinzin da esquina. Não selamos veracidade, vivemos dias ilusórios que não condizem com os outros e nem mesmo com o tal espírito natalino modificamos alguma coisa para a posteridade.
Continuamos a ver crimes inafiançáveis, atitudes desumanas, casos sem respostas, egocentrismo e desilusão. De uns tempos pra cá, tenho imaginado todos os seres humanos diretamente relacionado com algum animal e não é que se encaixam perfeitamente? Existem os pavões que só querem aparecer, as cobras que dispensamos comentários, as lagartixas que podem perder o rabo, mas não a elegância, os cachorros, as galinhas, as girafas pescoçudas fofoqueiras e por aí vai. E não tem jeito, mesmo pensando em boas energias para 2009, mesmo torcendo para que o próximo ano seja melhor, mesmo escolhendo um arco-íris como vestimenta, tendo sempre aquelas simpatias obsoletas para fazer e a contagem regressiva rudimentar de sempre, quando você acordar no dia seguinte irá perceber que nada mudou e que o ano continua com um leve corte cronológico. Incrível, não?
Sempre ouvi falar que conforme lemos mais,aprendemos mais. Eu discordo parcialmente. Mudaria essa frase para: conforme lemos mais, desacreditamos mais. Desconfiamos mais. Sofremos mais. E vemos que a essência natalina não existe mais, que o que importa é o balancete das lojas ser cada vez mais alto e as famílias cumprirem sua saga incansável de compras natalinas desesperadamente. Mesmo desejando prosperidade, paz, felicidade, bons fluidos, não basta falar em alto e bom tom para que elas talvez consigam te ouvir. NÃO! Para tê-las é preciso agir e ter como base que se um dia elas foram criadas, é porque de fato elas possuíram algum significado “significante” para o ser humano e certamente elas já foram vivenciadas de alguma forma.
Continuamos a ver crimes inafiançáveis, atitudes desumanas, casos sem respostas, egocentrismo e desilusão. De uns tempos pra cá, tenho imaginado todos os seres humanos diretamente relacionado com algum animal e não é que se encaixam perfeitamente? Existem os pavões que só querem aparecer, as cobras que dispensamos comentários, as lagartixas que podem perder o rabo, mas não a elegância, os cachorros, as galinhas, as girafas pescoçudas fofoqueiras e por aí vai. E não tem jeito, mesmo pensando em boas energias para 2009, mesmo torcendo para que o próximo ano seja melhor, mesmo escolhendo um arco-íris como vestimenta, tendo sempre aquelas simpatias obsoletas para fazer e a contagem regressiva rudimentar de sempre, quando você acordar no dia seguinte irá perceber que nada mudou e que o ano continua com um leve corte cronológico. Incrível, não?
Sempre ouvi falar que conforme lemos mais,aprendemos mais. Eu discordo parcialmente. Mudaria essa frase para: conforme lemos mais, desacreditamos mais. Desconfiamos mais. Sofremos mais. E vemos que a essência natalina não existe mais, que o que importa é o balancete das lojas ser cada vez mais alto e as famílias cumprirem sua saga incansável de compras natalinas desesperadamente. Mesmo desejando prosperidade, paz, felicidade, bons fluidos, não basta falar em alto e bom tom para que elas talvez consigam te ouvir. NÃO! Para tê-las é preciso agir e ter como base que se um dia elas foram criadas, é porque de fato elas possuíram algum significado “significante” para o ser humano e certamente elas já foram vivenciadas de alguma forma.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Futilidade em espirais
Porque o ciclo se renova e continua. Ser fútil está na moda. Ou parece estar. Viva a carcaça humana! Viva a progressiva mundial em suas variadas formas: marroquina, italiana e por aí vai. Beba cerveja e torne-se uma pessoa de cultura: monte sua pirâmide egípcia também com as latinhas vazias e resgate o príncipe Tutankamon que há em você! Ou então aprenda a encarar a velhice numa boa: seja um Tio Sukita e dê em cima das suas aluninhas ou quem sabe até mesmo dos alunos, né? O importante é você não ter medo de correr riscos, pois a justiça certamente tardará eno final das contas sairá ileso de qualquer confusão com mais um ano letivo pela frente para seu deleite, ou melhor, para sua nova caçada.
Já ouvi muito quando pequena que a pressa era inimiga da perfeição. E quem se importa? Hoje em dia as pessoas confessam numa boa que não são perfeitas ( tá, legal, já é uma boa iniciativa) mas também não fazem o mínimo para serem equiparadas como tal. É visto como se o HOJE deles não influenciasse nem um pouco no amanhã. Do tipo que injetar glicose na veia fosse uma coisa corriqueira como tomar café com pão ou então que entrar em coma alcoólico é um pressuposto de estar aproveitando a vida corretamente. Aliás, eu sinceramente não sei mais o que é correto nessa vida. Seria a sessão do descartável? Beber até a minha fisiologia não aguentar mais para que eu possa "descartar" no banheiro, ou no ralo, dependendo da gravidade da situação. Ou quem sabe abordar uma pessoa, só saber o nome dela, cronometrar os minutos e "descartá-la". Ainda dizem que somos racionais. Pelo contrário, somos totalmente uns animais com os instintos aflorados e fatalmente inconsequentes.Eu só questiono se a tendência é piorar ou estabilizar porque se a opção for a primeira, estaremos muito bem acompanhados. A vida diretamente ligada à jogos de manipulação, a pessoas "Mercado Livre", sendo compradas e vendidas por POUCO e facilmente, a falta de respeito e escrúpulos por parte até de alguns amigos, o não saber ouvir, muito menos entender o que se passa pela cachola do outro, a mágoa, o desprezo e até mesmo a amizade medida, para saber quem dá mais na relação. Não sei se sinto raiva ou frustração. A raiva vem em consequência da frustração das coisas estarem seguindo um caminho de fácil acesso e de difícil retorno. Eu não vou virar ferrugem só porque o ferro de uns tempos pra cá tem andado mais vagabundo. O meu amor próprio ainda prevalece, e o seu?
Já ouvi muito quando pequena que a pressa era inimiga da perfeição. E quem se importa? Hoje em dia as pessoas confessam numa boa que não são perfeitas ( tá, legal, já é uma boa iniciativa) mas também não fazem o mínimo para serem equiparadas como tal. É visto como se o HOJE deles não influenciasse nem um pouco no amanhã. Do tipo que injetar glicose na veia fosse uma coisa corriqueira como tomar café com pão ou então que entrar em coma alcoólico é um pressuposto de estar aproveitando a vida corretamente. Aliás, eu sinceramente não sei mais o que é correto nessa vida. Seria a sessão do descartável? Beber até a minha fisiologia não aguentar mais para que eu possa "descartar" no banheiro, ou no ralo, dependendo da gravidade da situação. Ou quem sabe abordar uma pessoa, só saber o nome dela, cronometrar os minutos e "descartá-la". Ainda dizem que somos racionais. Pelo contrário, somos totalmente uns animais com os instintos aflorados e fatalmente inconsequentes.Eu só questiono se a tendência é piorar ou estabilizar porque se a opção for a primeira, estaremos muito bem acompanhados. A vida diretamente ligada à jogos de manipulação, a pessoas "Mercado Livre", sendo compradas e vendidas por POUCO e facilmente, a falta de respeito e escrúpulos por parte até de alguns amigos, o não saber ouvir, muito menos entender o que se passa pela cachola do outro, a mágoa, o desprezo e até mesmo a amizade medida, para saber quem dá mais na relação. Não sei se sinto raiva ou frustração. A raiva vem em consequência da frustração das coisas estarem seguindo um caminho de fácil acesso e de difícil retorno. Eu não vou virar ferrugem só porque o ferro de uns tempos pra cá tem andado mais vagabundo. O meu amor próprio ainda prevalece, e o seu?
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
Eleições
Tá tudo muito bom, tá tudo muito bem. Confesso que as musiquinhas são tentadoras e dá vontade de cantar e que as caras de ''bom samaritano'' dos candidatos são irresistíveis. Mas cai na real, né pessoal? Campanha eleitoral já deu o que tinha que dar.Literalmente.E olha que essa é a minha primeira eleição e eu já to cansada de ouvir, imagine seus pais, seus avôs? Coitados. Lamento muito por eles e coloco meu fone de ouvido em sinal de protesto. É o sujo falando do mal lavado, o amarrotado do passado e assim vai...no final, não vai haver "UPA", EPA, OPA, que dê jeito nisso.E o mais engraçado disso tudo, é que eles sabem de todos os nossos problemas e necessidades de cor, mas após conseguirem o único meio de poder que a democracia ainda sim nos concede(o voto),nos ludibriando e expondo nossas fraquesas nos diversos meios de comunicação por ai, vão pedir emprestado praqueles que sofrem de Alzheimer a tal da amnésia, para deletarem de suas memórias todas aquelas propostas financeiramente utópicas de engana-trouxa(no caso,você, meu amigo). Desculpa se te feri, se te magoei, mas pode ter certeza que eles farão muito mais, "avançar mais e mais".É a tal da amizade por conveniência,porque para eles se faz necessário ouvir o pobre ou rico, gordo ou magro, letrado ou analfabeto antes do grande dia, mas depois eles querem é mais a tal viagem pra França, as Olimpíadas de Pequim e o coquetel em Brasilândia. E não se engane dessa união que tanto é especulada nesses últimos meses. Nem sempre a união faz a força, como nosso velho ditado diz. As vezes ela pode nos cegar. Quer um exemplo simples? Imagine o preparo de um bolo e os ingredientes: chocolate, leite, ovos, manteiga...agora imagine que cada um desses ingredientes fosse um partido político. Separados claramente você verá as diferenças que cada um possui, suas legendas, suas ideologias, suas cores. Agora imagine um bolo pré-feito, com os ingredientes já misturados, pois é, quando solidificados, fica bem mais difícil saber se esse bolo recebeu algum "recheio", se ele é feito de passas ou de nozes ou se houve algum sabor artificil a mais. Entende aonde eu quero chegar?
Pois bem, e pra finalizar lembre-se que não há nenhum enviado divino comprovado até então para relacionar salvação política com religião. Não é legal você se deixar influenciar daquilo que você crê com aquilo que se vê. Tenha um ótimo dia!
Pois bem, e pra finalizar lembre-se que não há nenhum enviado divino comprovado até então para relacionar salvação política com religião. Não é legal você se deixar influenciar daquilo que você crê com aquilo que se vê. Tenha um ótimo dia!
sábado, 6 de setembro de 2008
TPM
Não, não se trata da famosa TPM que muitas mulheres têm num determinado período do mês, mas sim de uma sigla que eu atribuí a um outro tipo de coisa. TENSÃO PRÉ-METRÔ.Tinha conhecimento disso? Pois bem, se não tinha te apresento agora. Trata-se da angústia da maioria das pessoas(não-ricas ou dependente financeiramente) que se utilizam do metrô para ir ao trabalho, faculdade e afins. Principalmente pelo horário da manhã, que mais parece sardinhas enlatadas em processo de condimentação do que outra coisa. E quando digo sardinha, me refiro ao sentido literal da palavra, incluindo odor forte, etc. Quando imagino o dia seguinte, a primeira coisa que me passa pela cabeça é: será que minha saga de chegar são e salva na faculdade vai ser bem sucedida e eu conseguirei sair do vagão com a minha saúde tanto física como mental nos conformes da mesma forma que entrei ou não? Porque tem dias que eu tenho minhas dúvidas. E esse dia é exatamente às segundas-feiras, no qual o número de pessoas parece aumentar freneticamente e é aí que eu reparo como tem muita gente nesse mundo. Chega a ser bizarro, coisa do tipo Alien versus Predador.E a situação se complica ainda mais quando nos referimos ao gracioso "Carro das mulheres", sim, aquele da faixinha rosa no chão.Sendo mulher, sei que tem momentos que somos muito temperamentais, agora imagine um vagão cheio de mulheres estressadas, algumas irritantes e temperamentais em pleno amanhecer do sol. Não há headphone que resista. Ah, não podemos esquecer das bolsas! Maldito foi o estilista que falou que bolsa grande está na moda! Sinceramente não sei se é caso de gordura ou se elas são feitas de velcro, porque a dificuldade de passar pro outro lado da porta não está nem em novela global..ainda acho q o metrô deveria ter um compartimento para bolsas, mas enfim, é só uma mera opinião. Ainda tem mais, sabendo que vai usar o transporte subterrâneo pra que estressar sua mãe, ou você mesmo com mais uma tarefa doméstica de passar roupas? Ou quem sabe pagar empregada pra isso? Banal, queridíssimo, no mínimo dispensável. Se você só tem certeza de uma coisa na sua vida que é a morte, te contemplarei com mais uma: impossível que você não saia amarrotado de lá.E ainda ganha de brinde um ar rarefeito,um pisão no pé e um cabelo despenteado.Pronto, agora podemos dizer que seu dia está completo, porque sabe como que é, brasileiro adora uma promoção e uma lembrancinha. Melhor dizendo, seu dia só estará "completo" mesmo caro amigo,na volta, quando a luta continua.
sábado, 9 de agosto de 2008
Viagem - parte "uno"
E finalmente chega o dia tão esperado com destino ao Chile. Malas prontas e pesadas, euforia, nervosismo, vôo. Despedida estilo enterro da novela das oito, só faltava o lencinho da Giuliana de Terra Nostra. Enfim, estava doida pra deixar meu país canarinho e me aventurar pelo país mais delgado do continente. Experiência única, sem dúvidas, e creio que amadureci bastante com relação a passeios, hotéis e check-ins.Que aliás, me senti a turista mulçumana com bombas caseiras pelo corpo quando cheguei lá, quase dizendo para os chilenos: " Muchacho,não precisa se preocupar, isso é gordura mesmo!", porque era tanto controle de segurança, polícia federal, papéis que chegava a cansar a "beleza" de qualquer feia. No avião aconteceram coisas peculiarmente comoventes, que se eu tivesse uma câmera, filmaria. Na ida, o avião era daqueles gigantes, provavelmente um boing, e a turbulência foi algo que deixou minha alma "cagada",pra ser fisicamente foi pouco.Era algo que putz, arrepiava até a célula capilar e conseguia me mobilizar a fazer várias perguntas: por que não tem pára-quedas no avião mas tem uma bóia embaixo do banco? Por acaso os aviões só caem em alto mar? Pois bem, graças a Deus não aconteceu nada e correu tudo bem.Depois já mais calma e com o espírito levemente travesso, consegui tirar proveito das situações engraçadas e ria num gracejo só. Meu avião parecia mais uma colônia de férias recheada de gringos, do que um simples vôo com brasileiros cariocas comuns.Falando em gringos, tinha um coral americano totalmente bizarro perto da gente.Pude reparar que a epidemia "Songamonga" não só se encontra nos nossos queridíssimos conterrâneos brasileiros, mas também nos americanos.Vai ver que isso foi uma herança cultural que a gente adquiriu ao longos dos tempos. A diversão deles era acender e desligar a luzinha acima de suas cabeças e dançar o exercício físico do ratinho em suas mini-televisões. Coisa que o passageiro detrás ficava puto e o da frente também por não ficarem quietos nos seus assentos.E é lógico, que eu e minha amiga não poderíamos de ter apreciado sem umas boas gargalhadas e comentários pitorescos. Enfim, após cinco horas de puro entretenimento, chão a vista! E nos deparamos com a bela cidade de Santiago. Iluminada e fria. Muito fria, diga-se de passagem. As diferenças daqui do Rio com a capital do Chile são gritantes, como ruas bem asfaltadas e limpíssimas, sem dúvidas a "Europa Latina" e uma cidade apesar de populosa e urbanizada, sem grandes problemas com a violência. A política é sólida e eficaz e eles prezam pela educação. Bem igual aqui, né? Mas mesmo com isso tudo,as incríveis vantagens, eu não troco meu conforto por nada. Está aí a palavra, conforto.Por mais que lá fosse mais organizado, mais tranqüilo, o padrão de vida melhor e mais barato, eu não troco meu Rio caloroso e caótico por nada. Porque aqui é inacreditavelmente menos poluído, menos frio e eu sou mais feliz por isso. A sensação que eu tive dos dias que eu fiquei, foi como se eu estivesse perdendo as lembranças do meu país, os lugares,as músicas, o idioma.Percebi que o ser humano é extremamente dependente e condicionado a retornar ao seu local de origem. Que depois de um certo tempo, você começa a sentir falta dos hits funqueiros, da MPB brasileira e começa a entender que ouvir música latina, especificadamente mexicana após 5 minutos durante a comida é uma tortura. Que quando você escuta uma música da Daniela Mercury em plena loja de departamento pessoal, você borbulha de alegria e tem vontade de gritar que essa música é brasileira! Que não ver comercial de novela dá tristeza, e não dar boa noite ao Willian Bonner causa insônia. E que ao voltar para suas aulas de inglês você involuntariamente começa a falar "SÍ" E "Ya" sem parar e percebe o quão difícil fica para dizer "Yes". Sei lá, é uma sensação que não sei explicar, só quem já viajou para longe sabe e reconhece isso. Não que eu não queira viajar mais, é claro que eu quero, mas Brasil é Brasil, apesar dos pesares, apesar dos percalços. Que o português é um idioma sonoro neutro, sem aquele ovo ( ou huevo) na boca. Tem uma frase bastante conhecida que resume o que eu quero dizer: " O Brasil é um país maravilhoso, de terra fértil, clima inigualável entre outras coisas mais, o que estraga o Brasil é o próprio povo que nele habita."E eu infelizmente tenho que concordar com isso, pois nós tínhamos tudo para sermos os melhores, mas nos contentamos com bolsa família, bolsa escola e criança esperança.
Tenha um bom final de semana;
Tenha um bom final de semana;
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
Compras
De volta ao Brasil! Aeww!( motivo de alegria ou desespero? Deixo para responder nos próximos capítulos)
Estava folheando a revista de um jornal de grande circulação e me divertindo muito...
Me deparo com a sessão: Compras e logo que vejo são determinados itens com os seguintes preços para o dia dos pais( meu pai só receberá um presente desses se por casualidade eu me tornar rica ou então ganhar na loteria): Capa de couro para iphone da Louis Vitton R$590, Revisteiro de couro e aço polido R$ 1.942,Abotoaduras R$ 650, Abajur R$ 1.995. Ressaltando que é uma revista popular com preços NADA populares. Fica essa dica.
É papai, vai um beijinho e um abraço mesmo, quem sabe até um bombom do cacau show...
Frase peculiarmente curiosa( retirada do Entreouvido por aí):
"Hoje em dia eu não pergunto mais nada. Se é gay, traficante, desempregado....Meu nível de exigência diminuiu para se adequar ao mercado"...hahahha, morri de ri quando li..percebe que hoje em dia homem é estilo cotação de dólar, que só tende a cair. Sacou a piadinha? =D
Olimpíadas Pequim/ Beijin 2008
Li uma reportagem que o interesse dos europeus sobre as olimpíadas desse ano caiu 52% em relação a de Atenas. As questões seriam devido a violação dos direitos humanos e a poluíção. É, os jogos se quer começaram e as farpas com a população levemente miope já são claramente notadas.
Bem, já dei minhas caras por aqui. Beijo!
Estava folheando a revista de um jornal de grande circulação e me divertindo muito...
Me deparo com a sessão: Compras e logo que vejo são determinados itens com os seguintes preços para o dia dos pais( meu pai só receberá um presente desses se por casualidade eu me tornar rica ou então ganhar na loteria): Capa de couro para iphone da Louis Vitton R$590, Revisteiro de couro e aço polido R$ 1.942,Abotoaduras R$ 650, Abajur R$ 1.995. Ressaltando que é uma revista popular com preços NADA populares. Fica essa dica.
É papai, vai um beijinho e um abraço mesmo, quem sabe até um bombom do cacau show...
Frase peculiarmente curiosa( retirada do Entreouvido por aí):
"Hoje em dia eu não pergunto mais nada. Se é gay, traficante, desempregado....Meu nível de exigência diminuiu para se adequar ao mercado"...hahahha, morri de ri quando li..percebe que hoje em dia homem é estilo cotação de dólar, que só tende a cair. Sacou a piadinha? =D
Olimpíadas Pequim/ Beijin 2008
Li uma reportagem que o interesse dos europeus sobre as olimpíadas desse ano caiu 52% em relação a de Atenas. As questões seriam devido a violação dos direitos humanos e a poluíção. É, os jogos se quer começaram e as farpas com a população levemente miope já são claramente notadas.
Bem, já dei minhas caras por aqui. Beijo!
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