segunda-feira, 30 de junho de 2008

Poder. Seria você digno de?

As pessoas conforme usam uma palavra, podem modificá-la ao longo dos tempos. Diante disso, modifico a palavra PODER, para PODDER.Não entendeu? Pois bem, irei explicar. Estamos vivendo um momento em que essa palavra de forte significado e valia está sobrepujando os valores da normalidade, sendo usada impulsivamente e por pessoas indevidas, despreparadas, desorientadas da cabeça aos pés. É proibido o uso de armas de brinquedo para crianças, mas parece que as "crianças grandes" estão utilizando a arma que não é de brinquedo como se fosse um.
Quando você toma uma "overdose" de poder, você não PODE nada. Atitudes mal pensadas ocasionam em desastres incalculáveis. Sofrimento. Revolta. E aí, mesmo morando numa cidade tropical e que Deus ainda tenta abençoar, a bola de neve é inevitável.
Confesso que durante algumas semanas, tenho me sentido mal com o que tenho ouvido. Só se falam em: bala perdida/mortes/acidentes de trânsito/mortes/boates/mortes e tudo se volta a uma única palavra. São casos diferentes, classes sociais distintas e variados ares e lugares mais que possuem quase sempre um link direcionado a insegurança, a tristeza e a falta de voz ativa. É como se você falasse em vão diante da morosidade da justiça. Como se o deboche fosse mais forte que a seriedade. Como se viver fosse uma cotidiana sátira.
Tenho dezessete anos e espero realmente não ter que viver como se fosse um gladiador(cheio de armaduras) quando quiser sair com os meus amigos. Estão matando minha geração aos poucos, como se nós fossemos formigas (nos acham pequenas, nos esmagam e depois perguntam se temos nome). O respeito, a dignidade, a vida em prol de sonhos e a coragem estão dispersos. Parece que conviver com o medo e a impunidade são coisas banais, mas vale ressaltar que NÃO SÃO. A sociedade pode estar se coagindo, mas eu não. Nem outras pessoas também. A meu ver, a pessoa que tem o hábito de coagir além de apresentar uma idéia de "estado vegetativo" em relação a algo, ela ainda participa favorecendo o lado que não merecia ter esse apoio, essa credibilidade.
A vida não é a que levamos, mas sim a que acreditamos. Se acreditarmos numa vida mais justa e a buscarmos, de fato teremos. Não porque estamos esperando cair do céu, mas sim, mostrando que existimos. É como se um suco representasse tudo: concentrado temos mais vitamina (força) do que misturados à água (dispersos). Por isso, não deixe que a paz (ou a eterna busca dela) se torne obsoleta perante a endemia carioca. Nem deixe que o esquecimento tome parte de você. Podemos esquecer agora e sermos lembrados mais tarde. Tarde demais.

4 comentários:

Anônimo disse...

Como sempre palavras rebuscadas.. e sempre fazendo pensar sobre algo.. Gostei!! Continue assim..xDDD

RafaVerdant disse...

Haaa reflexiva......profundo
tá bem legal mesmo....Parabéns...

=D

Unknown disse...

Oi
Adeus...
auhahuahu zoa
Giselle Ripilica como sempre com seus textos profundos...bem...ela não está errada, pois devemos ler sobre tais assuntos aqui expostos para pensar melhor sobre nossa vida. Continue assim que está muito bom ^^
E eu ainda continuo a falar que vc ainda vai conseguir trabalhar numa revista ou em um jornal !!!

Ana Carolina Albuquerque disse...

AMEI =)

Realmente me fez parar pra pensar, Gica. Você é muito talentosa, amiga! Continua assim que vai longe! =)

Mil beeeijos!