
Não, não estou falando de nenhuma música da Sandy, ou quem sabe do filme jurássico: E.T. de Steven Spielberg, mas sim da tal imortalidade. Criada talvez para contradizer a realística mortalidade do ser humano. Estou falando disso, devido a ontem,já que definitivamente me fez acabar com qualquer resquício de dúvida sobre a vida eterna, ou mais especificadamente da vida material(eterna). É, Dercy Gonçalves morreu, e não pense que mesmo sendo centenária eu fiquei feliz. Ela era não só a minha certeza como também minha referência de vida longa e juventude jamais envelhecida. Da pele várias vezes tocada e retocada por sessões de cirurgia plástica e dificilmente esticada,do qual não tinha mais como esconder sua idade e que ainda sim,levava a vida na sacanagem.Vinda de uma infância sofrida e que nem por isso a deixou uma velha amargurada, como vemos tantos por aí.E mesmo tendo nascido em uma época tradicionalista e arcaica soube renovar sua mentalidade com pensamentos inovadores, palavras chulas e o sarcasmo.É isso que eu mais admiro.
Porque ela era não só espelho, como também reflexo das poucas pessoas sinceras e diretas que já reparei. Não vou falar que conheci, porque não a conheci mesmo, infelizmente.Uma pessoa que dizia não ter medo da morte, talvez seja verdade e talvez por isso que viveu tanto, pois uma pessoa que pensa demasiadamente naquilo é porque busca aquela coisa,logo, fixe na morte e afaste-se da vida. Dos sonhos. Dos ideais.
Procure o medo e encontre-o. Nos meus momentos de pura reflexão acabei criando uma teoria: Não é você pensando numa Ferrari que significa que você terá. Ou quem sabe na casa dos seus sonhos. Estamos muito mais vulneráveis as coisas ruins do que boas, como: medo, morte, depressão, entre outros. Por acaso não está na "vibe" de ficar imaginando lorotas como "Barbie e o lago dos Cisnes" ou "Cinderela"? Sem problemas, só tente não pensar em desgraças antecipadas. No final, você se sentirá um completo imbecil por ter sofrido à toa. E o pior, quando for pra você sofrer, ainda será obrigado a sofrer duas vezes para seu deleite.
Não sei se existe um mundo mágico do outro lado do "portal", se iremos voltar para esse mundo mais de uma vez, ou se vamos nos ver do lado de lá. O que importa é o domingão do Faustão, a segunda da Hebe e por aí vai. E os anos que se passarem, que seja lucro pra gente. No sentido literal da palavra, já que vivemos num mundo basicamente capitalista.
Tenha um ótimo dia!
