quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Futilidade em espirais

Porque o ciclo se renova e continua. Ser fútil está na moda. Ou parece estar. Viva a carcaça humana! Viva a progressiva mundial em suas variadas formas: marroquina, italiana e por aí vai. Beba cerveja e torne-se uma pessoa de cultura: monte sua pirâmide egípcia também com as latinhas vazias e resgate o príncipe Tutankamon que há em você! Ou então aprenda a encarar a velhice numa boa: seja um Tio Sukita e dê em cima das suas aluninhas ou quem sabe até mesmo dos alunos, né? O importante é você não ter medo de correr riscos, pois a justiça certamente tardará eno final das contas sairá ileso de qualquer confusão com mais um ano letivo pela frente para seu deleite, ou melhor, para sua nova caçada.
Já ouvi muito quando pequena que a pressa era inimiga da perfeição. E quem se importa? Hoje em dia as pessoas confessam numa boa que não são perfeitas ( tá, legal, já é uma boa iniciativa) mas também não fazem o mínimo para serem equiparadas como tal. É visto como se o HOJE deles não influenciasse nem um pouco no amanhã. Do tipo que injetar glicose na veia fosse uma coisa corriqueira como tomar café com pão ou então que entrar em coma alcoólico é um pressuposto de estar aproveitando a vida corretamente. Aliás, eu sinceramente não sei mais o que é correto nessa vida. Seria a sessão do descartável? Beber até a minha fisiologia não aguentar mais para que eu possa "descartar" no banheiro, ou no ralo, dependendo da gravidade da situação. Ou quem sabe abordar uma pessoa, só saber o nome dela, cronometrar os minutos e "descartá-la". Ainda dizem que somos racionais. Pelo contrário, somos totalmente uns animais com os instintos aflorados e fatalmente inconsequentes.Eu só questiono se a tendência é piorar ou estabilizar porque se a opção for a primeira, estaremos muito bem acompanhados. A vida diretamente ligada à jogos de manipulação, a pessoas "Mercado Livre", sendo compradas e vendidas por POUCO e facilmente, a falta de respeito e escrúpulos por parte até de alguns amigos, o não saber ouvir, muito menos entender o que se passa pela cachola do outro, a mágoa, o desprezo e até mesmo a amizade medida, para saber quem dá mais na relação. Não sei se sinto raiva ou frustração. A raiva vem em consequência da frustração das coisas estarem seguindo um caminho de fácil acesso e de difícil retorno. Eu não vou virar ferrugem só porque o ferro de uns tempos pra cá tem andado mais vagabundo. O meu amor próprio ainda prevalece, e o seu?

Um comentário:

JessieMiranda disse...

O meu amor proprio tbb anda bem de saude !
sdokoskdosok
*nada de virar ferrugem por aii !