domingo, 28 de dezembro de 2008

Pra que inimigo se eu tenho...

Faculdade nas férias, amiga “furazóio”,um calcanhar ferido, família, escoliose nível moderado, transporte popular, convívio com pessoas bipolares e uma espinha-ponto turístico de atrair o olhar dispensável de qualquer um? Vai me dizer que não está recentido, cheio de inveja? Eu já sabia!Lista negra é coisa do passado, meu bem. Já o Natal é uma coisa tão graciosa, né não gente? Aquele velhinho fofinho com ar de sabedoria estampado em praticamente todas as vitrines dos shoppings, o vermelho cintilando nos efeites de decoração, a atitude daquele seu vizinho que você achava que fosse mudo e caolho resolvendo dirigir a palavra até vossa respeitosa senhoria desejando boas festas e você numa reação quase incontrolável demonstra aquela cara de espanto, mas com satisfação. Eta mês receptivo esse...só mesmo sob uma áurea divina para termos tantas graças como essas. É como se atirássemos a poeira da hipocrisia pra debaixo do tapete e brindássemos com espumante não-alcóolico, ou então fizéssemos o registro de um casamento num papel de pão da padaria do Quinzin da esquina. Não selamos veracidade, vivemos dias ilusórios que não condizem com os outros e nem mesmo com o tal espírito natalino modificamos alguma coisa para a posteridade.
Continuamos a ver crimes inafiançáveis, atitudes desumanas, casos sem respostas, egocentrismo e desilusão. De uns tempos pra cá, tenho imaginado todos os seres humanos diretamente relacionado com algum animal e não é que se encaixam perfeitamente? Existem os pavões que só querem aparecer, as cobras que dispensamos comentários, as lagartixas que podem perder o rabo, mas não a elegância, os cachorros, as galinhas, as girafas pescoçudas fofoqueiras e por aí vai. E não tem jeito, mesmo pensando em boas energias para 2009, mesmo torcendo para que o próximo ano seja melhor, mesmo escolhendo um arco-íris como vestimenta, tendo sempre aquelas simpatias obsoletas para fazer e a contagem regressiva rudimentar de sempre, quando você acordar no dia seguinte irá perceber que nada mudou e que o ano continua com um leve corte cronológico. Incrível, não?
Sempre ouvi falar que conforme lemos mais,aprendemos mais. Eu discordo parcialmente. Mudaria essa frase para: conforme lemos mais, desacreditamos mais. Desconfiamos mais. Sofremos mais. E vemos que a essência natalina não existe mais, que o que importa é o balancete das lojas ser cada vez mais alto e as famílias cumprirem sua saga incansável de compras natalinas desesperadamente. Mesmo desejando prosperidade, paz, felicidade, bons fluidos, não basta falar em alto e bom tom para que elas talvez consigam te ouvir. NÃO! Para tê-las é preciso agir e ter como base que se um dia elas foram criadas, é porque de fato elas possuíram algum significado “significante” para o ser humano e certamente elas já foram vivenciadas de alguma forma.

Um comentário:

Renan Wilbert disse...

Letras faz bem para as capacidades de escrever de uma pessoa... ;D

Gostei, Gi, coleguinha cronista!